Laudo PcD para concurso: manter a leitura ao reduzir o PDF
Como reduzir um laudo PcD escaneado sem perder a leitura de carimbo e assinatura: qual nível de compressão usar, como testar em 100% e quando refazer o scan.
O laudo para comprovar deficiência num concurso costuma ser um documento escaneado com carimbo e assinatura do médico. Para enviar, o PDF precisa caber no limite do sistema e continuar legível para quem avalia. A forma mais segura é comprimir com o nível que mantém a leitura e conferir o resultado em zoom de 100%, antes de enviar.
O que você precisa conferir no laudo original
Antes de pensar em tamanho, verifique se o laudo que você tem é o que o edital pede. Os requisitos de documentação para a condição são definidos pelo edital de cada concurso, e o laudo pode ser pedido com data recente e com a identificação do profissional. Os editais variam: há os que aceitam um laudo de qualquer serviço de saúde e os que pedem um formulário próprio. Confira isso antes de comprimir um documento que não serve. Para o laudo do passe livre de pessoa com deficiência, que segue a regra do programa local, veja passe livre: laudo e documentos em PDF.
Depois, olhe o arquivo original com atenção. Carimbo, data, número de registro do profissional e assinatura são os elementos que a banca procura. Se algum deles está cortado ou escuro no scan, o problema não é o tamanho do arquivo, e sim a digitalização.
Como cada nível de compressão afeta a leitura
A compressão de PDF reduz a resolução das imagens do arquivo. O texto digitado não entra nessa conta, mas um laudo escaneado é inteiro uma imagem, então a resolução é o que decide se a letra miúda se sustenta. A tabela mostra o que cada nível faz com as imagens.
| Nível | Resolução das imagens | Para que serve num laudo |
|---|---|---|
| Leve | 300 DPI | Quando o arquivo já está dentro do limite e a prioridade é a nitidez |
| Média | 150 DPI | Equilíbrio entre peso e leitura de carimbo, data e letra comum |
| Forte | 72 DPI | Só quando o limite exige; a letra miúda fica mais fraca |
Em um teste com uma página A4 escaneada a 300 DPI, em escala de cinza, o nível média reduziu o arquivo de 2,5 MB para 462 KB, e o forte para 157 KB. Isso é uma amostra, com conteúdo específico. O laudo real pode pesar mais ou menos, dependendo de quantas páginas tem e de quanta imagem há dentro.
O método em quatro passos
- Meça o arquivo original. Veja o tamanho no Mac com Obter Informações, ou no Windows com Propriedades. Compare com o limite que o sistema informa.
- Comece pelo nível média. Use comprimir PDF e escolha média. Se o resultado já cabe, pare aqui.
- Confira a leitura em zoom de 100%. Procure o número de registro, a data e a assinatura. Se os três se leem sem esforço, o arquivo serve.
- Só então, avalie o forte. Se o média não coube no limite, teste o forte e repita a conferência com a mesma atenção. Se a leitura piorar, não envie o forte: refaça o scan em resolução maior e comprima de novo.
Se o scan saiu escuro ou claro demais, o guia sobre scan muito escuro ou claro ajuda a corrigir antes de comprimir, e o de PDF borrado depois de comprimir mostra o que fazer se a letra perdeu nitidez. Para escolher a resolução do scan, o guia sobre qual DPI usar para escanear um documento explica por que 300 DPI costuma ser o ponto de partida para texto e carimbo.
Quando comprimir não é a saída
- Scan escuro ou com sombra. A compressão reamostra o que existe. Uma página escura continua escura, e o forte pode tornar a sombra ainda mais difícil de ler.
- Formulário preenchível. Ao comprimir, os campos viram texto fixo. Se o laudo é um formulário que o profissional preenche no computador, guarde o original editável e envie a versão achatada só se o sistema pedir.
- Laudo com muitas páginas. Se o arquivo continua grande mesmo no forte, o problema pode ser o número de páginas, não a resolução. Nesse caso, confirme se todas as páginas são necessárias; dividir só ajuda se o sistema aceitar mais de um anexo.
Quando a foto substitui o scan
Se você não tem um scanner, a foto do laudo no celular é uma alternativa comum. O resultado depende da iluminação e do enquadramento. Fotografe com luz uniforme, sem reflexo sobre o papel, e mantenha o papel reto. Depois, converta as fotos com a ferramenta de imagem para PDF, escolhendo página A4. A ferramenta respeita a orientação gravada pela câmera, mas vale abrir o PDF e conferir cada página antes de enviar.
O AjustaPDF comprime e converte o arquivo, mas não verifica se o laudo atende ao edital. A validade do documento, o prazo e o formato exigido são decididos pela banca e pelo profissional que emitiu o laudo. Para os outros arquivos de vagas reservadas, como a autodeclaração e as fotos, veja documentos de cotas em PDF. Veja também o guia sobre documentos de concurso em PDF, que cobre o restante do envio.
Perguntas frequentes
Comprimir o laudo PcD deixa o texto pior para a banca?
Num laudo escaneado, o texto também é imagem, então a resolução pesa. Carimbos, assinaturas e datas são reamostrados no nível escolhido. Para saber se a leitura se mantém, abra o arquivo comprimido em 100% e veja se o carimbo do médico e as datas se leem sem esforço.
Qual nível de compressão preserva melhor um laudo escaneado?
O nível leve mantém 300 DPI e quase não reduz um scan de página inteira. O média, de 150 DPI, costuma ser o ponto de equilíbrio para laudo com texto e carimbo. O forte, de 72 DPI, deixa a letra miúda mais fraca, então use-o só quando o limite do sistema exigir.
Vale digitalizar o laudo de novo em vez de comprimir?
Vale quando a digitalização original está escura, torta ou com sombra, porque comprimir não recupera detalhe que o scan não gravou. Se o laudo já está nítido e só passou do limite, a compressão resolve. Antes de refazer, confirme a resolução que o edital pede.
O laudo PcD pode ser enviado como foto, sem PDF?
Depende do campo de envio. Muitos sistemas aceitam imagem em JPG ou PNG, e outros pedem PDF. Quando o campo pede PDF e você tem fotos do laudo, converta com a ferramenta de imagem para PDF, em página A4, e confira a orientação de cada página antes de enviar.