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Registro de software no INPI: o que o resumo hash prova

O que um resumo hash prova num depósito de software, como calcular no Windows e no Mac e por que comparar o texto de dois PDFs não basta. Passo a passo.

Um resumo hash prova que o arquivo é idêntico ao que foi calculado: qualquer alteração de um único byte gera outro código. Por isso, calcule-o sobre a versão exata que será depositada, com o algoritmo que o formulário indicar, e não compare o texto de duas versões.

Duas perguntas diferentes, duas ferramentas

Há dois tipos de conferência que as pessoas misturam. Uma pergunta é se o arquivo que você tem é exatamente o que foi depositado, byte a byte. A outra é o que mudou no conteúdo entre duas versões de um texto, como um memorial ou uma descrição do programa. A primeira é um problema de hash; a segunda é um problema de comparação de texto.

PerguntaComo responderO que a resposta cobre
O arquivo é idêntico ao depositado?Calcular o SHA-256 e comparar com o valor registradoQualquer byte diferente muda o resultado
O que mudou no texto entre duas versões?Comparar os dois PDFs na ferramenta de comparaçãoPalavras trocadas, acrescentadas ou removidas
As imagens ou as cores mudaram?Conferência visual, página por páginaA comparação de texto não verifica imagens

Usar a comparação para provar integridade é um erro comum. Dois PDFs podem ter o mesmo texto e hashes diferentes, porque um foi salvo de novo, ou ter hashes diferentes e nenhuma palavra trocada, porque mudou só a imagem de uma página. A comparação é útil para o histórico de versões; o hash, para o registro. O guia comparar versões de contrato mostra o uso da comparação em outro documento, e carimbo do tempo no PDF explica como provar a data de um arquivo.

Como calcular o hash sem instalar nada

Os dois sistemas mais usados já trazem a ferramenta, e o algoritmo (SHA-256, SHA-512 ou outro) deve ser o que o formulário do INPI indicar. No Windows, abra o PowerShell na pasta do arquivo e rode o comando Get-FileHash com o nome do PDF e o algoritmo SHA256. No macOS, abra o Terminal na mesma pasta e rode shasum com a opção de SHA-256 e o nome do arquivo. Em ambos, a saída é uma linha de caracteres hexadecimais (64 em SHA-256, 128 em SHA-512), que é o valor a ser conferido.

  1. Escolha o arquivo final. Faça todas as edições, conferências e exportações antes. O hash só vale para a versão que você calcular.
  2. Não reabra e não salve. Abrir o PDF num editor e salvar de novo muda os bytes. Calcule o hash no arquivo como está.
  3. Calcule e copie o valor. Copie a saída inteira, sem espaços extras, e guarde junto com o nome do arquivo e a data.
  4. Guarde uma cópia intacta. Qualquer ferramenta que reescreva o PDF, inclusive de compressão, junção ou marca d'água, gera outro arquivo e outro hash. Se precisar de uma versão diferente, ela é um arquivo novo, com outro valor.

Para saber se um arquivo foi modificado, veja também documento editado: como detectar. Para entender por que o mesmo PDF pode ganhar outro hash sem nenhuma mudança visível, o guia sobre hash do PDF para provar integridade explica o que cada operação reescreve no arquivo.

Quando a comparação de texto ajuda

Entre uma versão e outra do memorial, a comparação mostra o que você alterou e em que página. Isso serve para revisar antes de depositar, para documentar mudanças internas e para responder a uma pergunta sobre o que mudou desde a última entrega. Envie a versão anterior primeiro e a nova depois, e o relatório lista as diferenças com a página de cada uma.

Se o memorial é um PDF escaneado, a comparação depende do reconhecimento de texto (OCR), que a ferramenta faz antes de comparar. O resultado depende da qualidade da leitura, então revise os trechos marcados. Se tiver a versão original em Word, comparar os arquivos de origem costuma dar um resultado mais limpo.

O que pode dar errado

  • Hash de um arquivo diferente. Calcular o valor sobre a cópia da pasta de rascunhos, e não sobre a versão enviada, gera um código que não bate. Confira o nome e a data do arquivo antes.
  • Compressão depois do cálculo. Se alguém comprimir o PDF depois de calcular o hash, o arquivo muda e o valor deixa de valer para ele. Calcule sempre por último.
  • Assinatura digital no meio do caminho. Um PDF assinado com certificado digital, se for juntado a outro, deixa de ser o arquivo assinado. O guia sobre PDF assinado digitalmente e por que não dá para editar explica o caso.

O mesmo cuidado de guardar a versão exata vale para outros registros que pedem prova de autenticidade, como o registro de marca no INPI, em que cada anexo tem regra própria.

Onde o AjustaPDF entra

Para ver o que mudou no texto entre duas versões do seu memorial, use a ferramenta de comparar PDF. Ela compara palavras e mostra as páginas lado a lado, mas não calcula hash e não garante que o arquivo é idêntico ao que você depositou. O processamento é feito no servidor e o arquivo é apagado quando a resposta sai. O valor do hash precisa ser calculado no seu computador, sobre o arquivo final.

Perguntas frequentes

Como calcular o hash SHA-256 de um PDF no Windows ou no Mac?

No Windows, abra o PowerShell na pasta do arquivo e rode Get-FileHash com o nome do PDF e o algoritmo SHA256. No Mac, abra o Terminal na pasta e rode shasum -a 256 seguido do nome do arquivo. Os dois imprimem uma sequência de 64 caracteres hexadecimais em SHA-256; para outro algoritmo, troque SHA256 por SHA512 no PowerShell e 256 por 512 no shasum. Use exatamente o arquivo que será depositado.

Se eu abrir e salvar o PDF de novo, o hash muda?

Em geral, sim. O hash é calculado sobre os bytes do arquivo, e salvar de novo reescreve esses bytes, mesmo quando o conteúdo visível é igual. Por isso, calcule o hash por último, depois de todas as edições, e guarde o valor junto com a cópia exata do arquivo.

O comparar PDF serve para provar que o arquivo não foi alterado?

Não. A comparação mostra quais palavras mudaram entre duas versões do texto e ignora imagens, cores e posição dos elementos. Dois arquivos podem ser diferentes em bytes e ter o mesmo texto. Para provar que o arquivo é idêntico ao depositado, use o hash; para ver o que mudou no conteúdo, use a comparação.

O hash do PDF e o do código-fonte do programa são a mesma coisa?

Não. O hash é calculado sobre um arquivo específico, e o código-fonte e o PDF que o imprime são arquivos diferentes, com bytes diferentes. O manual de registro do INPI define qual arquivo deve ser usado e como ele deve ser gerado. Siga essa definição, e não deduza a partir de outro arquivo.